Formação da indústria da música no Brasil

A música é uma arte milenar; os chineses (sempre eles) já desenvolviam teorias musicais complexas três mil anos antes de Cristo. A profissão de músico é secular; o Dia do Músico é comemorado no dia 22 de novembro, dia também da padroeira dos músicos, Santa Cecília.

Mas indústria da música é um fenômeno do capitalismo pós-industrial. No Brasil, o primeiro estúdio de gravação foi aberto em 1900. A Casa Edison era uma iniciativa do tcheco Frederico Figner, que trouxe dos Estados Unidos um fonógrafo – aperelho inventado por Thomas Edison em 1877 para a gravação de sons. Empreededor nato, Fred instalou em 1913 no bairro de Vila Isabel a primeira fábrica de discos do Brasil, a Odeon.

Em 1916 foi inserido no Código Civil um capítulo sobre a propriedade artística, garantindo aos autores a propriedade sobre suas obras e o direito aos benefícios econômicos de sua exploração. Em 1942 nasce a União Brasileira de Compositores (UBC), cujo presidente era o maestro Ary Barroso, autor da emblemática canção “Aquarela do Brasil”.

Em 1967 o Festival Musical da TV Record levou a música popular para dentro da casa de milhões de brasileiros, contribuindo assim para a formação crítica e o aumento da base de consumidores de música no país.

Na década de 70 as gravadoras multinacionais desembarcaram no Brasil. Na década de 90 foi a vez da MTV inicar suas operações no país. O Plano Real propiciou o auge da indústria fonográfica brasileira até 1999.

As inovações do Século XXI revolucionaram a Indústria da Música, especialmente a indústria fonográfica e o direito autoral. A economia dos átomos deu lugar aos bits; o que era analógico passou a ser digital. Novas ferramentas de produção e novas plataformas de consumo passaram a exigir dos agentes econômicos a criação de novos modelos de negócios.

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