Gonzagão, o rei das festas juninas

Fonte: Ecad

O Ecad acaba de distribuir os valores referentes a direitos autorais de execução pública musical para os artistas que tiveram suas músicas executadas no período de festa junina deste ano. Foram distribuídos R$ 1,7 milhão para 5.037 artistas, como autores, compositores, intérpretes e músicos, entre outros. O “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga, lidera o ranking de autores que mais receberam direitos autorais, seguido do sertanejo Sorocaba. Tato, do Falamansa, Mario Zan e Lamartine Babo completam as cinco primeiras posições. Os rankings são feitos utilizando como base as gravações realizadas pelo Ecad nos festejos juninos cujos organizadores realizaram o pagamento dos direitos autorais.

O compositor Dorgival Dantas, autor do sucesso “Você não vale nada”, que figura no ranking das 20 músicas mais tocadas, participou da campanha “Vozes em Defesa do Direito Autoral. E que Vozes!”, promovida pelo Ecad e pelas associações de música. Em seu depoimento, Dorgival pede que os usuários de música respeitem o direito autoral: “Você que mexe com festa, com rádio, com TV, procure fazer isso da melhor maneira possível. Faça a sua parte e pague o direito autoral”, diz o compositor.

Outro integrante da campanha “Vozes em Defesa do Direito Autoral. E que Vozes!”, Tato, vocalista e compositor do grupo Falamansa, conta que muitas vezes se frustra quando organizadores de seus shows se negam a lhe pagar direitos autorais. Para ele, fora do Brasil a história é outra. “A gente toca muito no exterior e percebe o quanto o direito autoral é respeitado nos outros países. O compositor consegue ter uma vida bacana, muito digna, mas isso acaba não acontecendo no Brasil. Eu espero que toda a sociedade tenha consciência disso, de que esse é um direito que está no próprio nome: direito autoral”, desabafa o artista.

Vale destacar que o pagamento do direito autoral não é só uma determinação legal, mas também uma atitude de valorização do trabalho dos ar­tistas, principalmente de forró e baião no caso dos festejos juninos. Vários composi­tores só recebem direitos autorais em épocas específi­cas como esta, visto que algumas músicas típicas não costumam tocar nas rádios e estabeleci­mentos no decorrer do ano.

20 Músicas Mais Tocadas (com referência autoral)

Festa na Roça – Palmeira/Mario Zan

Olha pro Céu – Luiz Gonzaga/José Fernandes de Carvalho

Pagode Russo – João Silva/Luiz Gonzaga

O Sanfoneiro só Tocava Isso – Haroldo Lobo/Geraldo Medeiros

Balada – Cassio Sampaio

Quadrilha Brasileira – Gerson Filho/José Maria de Aguiar Filho

Asa Branca – Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga

Isto é lá com Santo Antônio – Lamartine Babo

Pula a Fogueira – João Bastos Filho / Amor

Humilde Residência – Fernando/Luiz Henrique/Tiago Marcelo/Malcolm Lima

São João na Roça – Zé Dantas/Luiz Gonzaga

O Xote das Meninas – Zé Dantas/Luiz Gonzaga

Sonho de papel – Alberto Ribeiro

Assim Você Mata o Papai – Nicco Andrade

Esperando na Janela – Raimundinho do Acordeon/Targino Gondim/Manuca Almeida

Antônio, Pedro e João – Benedito Lacerda/Oswaldo Santiago

Vem ni Mim Dodge Ram – Israel Novaes

Rindo à Toa – Tato

Frevo Mulher – Zé Ramalho

Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo

20 Autores com Maior Rendimento

Luiz Gonzaga

Sorocaba

Tato

Mario Zan

Lamartine Babo

Zé Dantas

João Silva

Cassio Sampaio

Palmeira

Humberto Teixeira

Dorgival Dantas

Alberto Ribeiro

Euler Coelho

Antônio Barros

Dominguinhos

Humberto (dupla Humberto e Ronaldo)

Zé Ramalho

Gerson Filho

Nicco Andrade

Haroldo Lobo

2 comments

  1. Boa tarde Leo!

    Gostaria de tirar uma dúvida, como é possível que o Sorocaba seja o segundo em arrecadação entre os 20 autores com maior rendimento, mesmo não havendo nenhuma de suas músicas entre as 20 mais tocadas?

    Obrigado!
    DIOGO HENCKMAIER

    • Leo Salazar says:

      diogo, concordo que esse fato é estranho, mas a explicação é simples.
      o fato da música ter sido executada não garante que o autor seja remunerado.
      para que o autor seja remunerado é preciso que o promotor do evento pague ao ecad.
      acontece que muitas prefeituras, sobretudo no nordeste, dão um calote no ecad.
      como consequencia, os autores tem suas músicas executadas mas nada recebem por isso.

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