Caso de sucesso: loja de discos Passa Disco

Em 2003, o pernambucano Fábio Cabral decidiu abrir uma loja de discos na zona norte do Recife. Ao longo dos oito anos de atividade, ele viu várias lojas de pequeno porte fecharem as portas devido à queda no faturamento. Contrariando todas as expectativas, as receitas da Passa Disco crescem ano após ano. Em uma curta entrevista por e-mail, Fábio “Passadisco” Cabral falou sobre sua visão do mercado fonográfico brasileiro.

Qual sua principal estratégia para permanecer no mercado com tantas lojas de discos fechando as portas?

Desde o ínicio da Passa Disco nossa estratégia é a mesma: focar nossas vendas nos artistas independentes, principalmente os pernambucanos. E sempre que possível promover lançamentos, tardes de autógrafos, pocket-shows. Lançamos também dois volumes da coletânea “Pernambuco cantando para o mundo”, com participações de nomes como Lenine, Lula Queiroga, Eddie, Fim de Feira, Josildo Sá, Dominguinhos, Geraldo Maia, Silvério Pessoa, Alessandra Leão, Isaar, Mazuca de Agrestina, Maciel Melo, Maciel Salu, Mônica Feijó, Spok Frevo Orquestra, Cláudio Almeida, entre outros.

Você acha que o CD está com os dias contados no Brasil?

Que nada, o CD ainda terá uma longa caminhada. E a facilidade de gravá-los fará que a cada ano a produção aumente. Só esse ano já foram lançados mais de 100 títulos de artistas pernambucanos. Os CDs já foram lançados, os jornais e os blogs já comentaram, só falta as rádios tocarem nossos artistas para que todo mundo saia ganhando.

Que conselho você daria ao músico sobre estratégias para a produção e a distribuição de CDs?

Procurar ser autêntico, sem repetir fórmulas. Caprichar no projeto gráfico e tentar baratear ao máximo o preço final para o consumidor.

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