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Curso ensina como elaborar plano de negócio para bandas

5 novembro 2010
por Leo Salazar

Estão abertas as inscrições para o curso “Música Ltda – Avançado”, que ensina como elaborar plano de negócio para bandas. O curso é destinado a produtores e músicos. Basta enviar um email para contato@leosalazar.com.br informando nome completo, nome artístico ou banda, CPF e celular. O curso será realizado entre os dias 08 e 12 de novembro, das 14h às 18h na sede do SEBRAE em Recife (rua Tabaiares, 360, Ilha do Retiro). A inscriçao custa R$ 20 e dá direito ao livro MÚSICA LTDA – O NEGÓCIO DA MÚSICA PARA EMPREENDEDORES. Vagas limitadas: 40.

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  1. dezembro 3, 2010

    Olá, Leonardo. Tudo bem?

    Eu sou de Curitiba e integrante de uma banda chamada A Quarta Parede. Estamos buscando nosso lugar ao sol. No entanto, aqui pelas bandas do sul do país, céus nublados são predominantes. Sentimos aqui a enorme dificuldade de sermos obscurecidos pelo eixo Rio-São Paulo e também, pela sombra perene do cover. Não há banda aqui que não tenha sucumbido aos caprichos do público e dos donos de bares que só estão focados na badalação, os primeiros, e nos bolsos cheios, os segundos.

    Não há união efetiva entre as bandas, não há incentivo efetivo. Bandas aqui são tratadas como ‘coisa de desocupado’ ou ainda ‘hobby’. Recentemente, um de nossos integrantes deixou a banda por considerar o que fazemos, treino, e tocar em bares a música ‘dos outros’, ganhando algum dinheiro, jogo.

    Sinceramente, se passar praticamente dois anos de sua vida acreditando piamente no potencial de sua música, compondo, ensaiando, gravando, mixando e, no final de tudo lançar um EP que foi feito à mão (nós fizemos tudo, desde a criação da capa à confecção da mesma, com estilete e cola, 100 cópias), se isso é treino, então não sei o que é jogo.

    Embora essa ótica competitiva não faça parte do meu ser, ainda assim entendo o que me foi dito como uma grande ofensa ao trabalho de todos.

    Agora, como sobreviver em um lugar onde essa mentalidade é predominante? Onde a criação artística está em segundo, terceiro plano? Onde o status de músico tem mais valor que a música em si?

    Como disse acima, “lançamos” nosso primeiro EP, intitulado ‘Vermelho’, no dia 16 de novembro passado. O mesmo está disponível para audição no site (www.aquartaparede.com.br). Pouco antes, participamos de um projeto chamado Gravando Curitiba incentivado pela Lei de Incentivo à Cultura, da prefeitura da cidade, em que 12 bandas gravaram 5 músicas cada e fizeram shows durante cerca de 4 meses. Os cds da participação da AQP ainda estão sendo confeccionados. O projeto promete enviar para a ABRAFIN cópias dos discos para serem distribuídos aos festivais independentes Brasil afora.

    Independentemente, nós da AQP estamos em vias de enviar cópias de nosso EP para os mesmos festivais, para reforçar a exibição de nosso trabalho.

    O cenário que nos cerca é o de raras apresentações na cidade. O fato de estarmos sem pandeirista é um agravante, embora já estejamos com um candidato às peles em vias de ser ‘testado’.

    Meu ponto aqui é: como se manter firme em meio à tal tempestade?

    Há pequenos focos de resistência à essa mesmice, mas não há orientação, não há bússola…

    Um curso como este que você apresenta aqui é essencial para a cidade de Curitiba. Há algum plano de expansão para esse curso ser administrado em outros lugares do país?

    Bem, é isso… acho. Foi um desabafo, antes de qualquer coisa, certamente.

    Fica aí a idéia e a apresentação da A Quarta Parede para você.

    Muito obrigado pela atenção.

    Gladson ‘FF’ Targa

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