Quinteto Violado inova na gestão da carreira musical

Surgida em 1971, a banda Quinteto Violado é dona de um currículo extenso. São 33 discos, 14 turnês internacionais e 10 prêmios nacionais. Atualmente faz uma média de cinco shows por mês, o que garante cerca de 60 apresentações musicais por ano.

Desde cedo o QV incorporou o conceito de banda-empresa – algo não muito comum há cerca de 40 anos. Possuía o próprio ônibus (foram quatro entre 1974 e 1983), o que garantia mobilidade e qualidade, já que carregava consigo o próprio equipamento de som e iluminação.

A banda abriu seu primeiro CNPJ em 1981. De lá para cá foram várias alterações societárias. Desde fevereiro de 2009 o QV consolidou seu contrato social, atualizando sócios e adequando-se ao Simples Nacional – também chamado Supersimples. Estava consolidada uma adminstração moderna e eficiente. A administração tem nome – Eduardo de Carvalho Alves, mais conhecido por Dudu Alves, 40 anos, tecladista da banda há 20 e filho de Toinho Alves, fundador do QV falecido em 2008. A seguir, Dudu responde algumas perguntas.

O que o QV ganhou com a formalização?

“Os maiores benefícios dessa formalização foram ter nossa empresa funcionando totalmente legalizada, com seus impostos pagos em dia, com todos os funcionários com carteira assinada, plano de saúde, benefícios de INSS e FGTS; poder emitir a própria nota fiscal sem precisar pedir emprestada à algum conhecido; ter acessibilidade a conta corrente, investimentos em aplicações DI e a créditos; emissão de boletos bancários para cobrança de cachês e acompanhamento direto via internet da movimentação dos pagamentos e recebimentos, onde tenho o livro-caixa direto na conta a cada final de mês”, relata o músico-gestor.

Como os contratantes encaram a cobrança de cachê via boleto bancário?

“Não são todos os clientes que se interessam em receber a cobrança do cachê pelo boleto. Ainda é uma prática pouco usada, mas sempre que possível são enviados de forma muito rápida, gerados através do internet bankig e enviados por e-mail. Para nós representa uma segurança no recebimento do cachê na data correta, pois é sempre difícil cobrar juros e multa por atraso do contratante se não for por este mecanismo”, esclarece Dudu.

Como é administrar a própria banda? Você acumula funções?

“Alguns músicos acham que podem fazer tudo sozinho, montar seu cenário, construir seus amplificadores, carregar seu próprio instrumento, costurar seu figurino, fazer seu site, etc… Isso pra mim é o motivo pelo qual várias bandas boas acabaram antes do tempo. Aprendi que ninguém cresce na vida sozinho. Imagine se o dono de um estabelecimento tivesse que varrer, atender o cliente, receber o pagamento, entregar a nota fiscal, fazer a prestação de contas, tudo sozinho?! Pois é, no nosso meio musical temos vários profissionais que precisam trabalhar e serem valorizados. O nosso papel como artista-empresário é delegar poder para o profissional fazer bem seu trabalho e fiscalizar se está dando certo”, ensina.

Algum conselho para a nova geração de músicos-empreendedores?

“Estar aberto para novas experiências e estar sempre inovando. Este é o segredo do sucesso”.

One comment

  1. Josevaldo Pereira dos Santos says:

    Boa noite, parabéns pela iniciativa.Tenho uma pergunta a te fazer,no meu caso sou produtor executivo de uma Banda e também vendo os Shows dessa Banda. Eu posso desenpenhar essasa funções abrindo uma Empresa?Onde posso obter informações e orientações a respeito do assunto?
    Atenciosamente,

    Josevaldo Pereira

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